sexta-feira, outubro 19

Dois dias de competições e o Ceará já soma 23 medalhas nas Paralimpíadas Escolares


Ontem (18), os paraatletas conquistaram 12 medalhas, 7 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze.

Ana Raquel Freire- Bicampeã nos 100m peito SB5
Os paraatletas cearenses continuam com todo o gás nas Paralimpíadas Escolares que acontecem na cidade de São Paulo - SP. No segundo dia de disputas, 12 medalhas foram conquistadas, 7 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze. Totalizando os números dos dois dias de evento, os guerreiros que representam o Ceará na competição nacional, ganharam 23 medalhas sendo 12 de ouro, 6 de prata e 5 de bronze. O talento e a determinação dos atletas é a tônica das disputas.

Nesta quinta-feira, nas competições do Atletismo, Juliana do Nascimento continua mostrando toda a sua garra nas Paralimpíadas. Ela garantiu medalha de ouro nos 300m classe T34 e no lançamento de pelotas classe F34. Quem também demonstra muita determinação nas provas que disputa é a Pamela Almeida, ouro nos 400 m rasos classe T46. Já a atleta Reginara Lúcia ganhou a medalha de bronze nos 300m classe T11. José Mauricio Cavalcante Junior também foi bronze nos 400m classe T35.

Na Natação, os cearenses conquistaram 6 medalhas. Rochelle da Silva ganhou o ouro nos 100m livres classe S10 superando o recorde brasileiro na piscina de 25m com 1'10.  Samuel Diniz conquistou duas medalhas de ouro nos 100m livres classe S5 e nos 50m peito classe SB4. Victor Soares Nogueira subiu no lugar mais alto do pódio nos 100m livres classe S11. Antonio Johny e Daniel da Silva ganharam medalha de bronze nos 100m livres classe S10 e nos 50m peito classe SB5, respectivamente.

O mesa-tenista Lucas Dourado, disputou o primeiro lugar com o paulista Guilherme Rocha. Por 3 sets a 1, Lucas conquistou a medalha de prata na competição nacional. “Eu estou muito alegre com a medalha de prata e agora, minha meta é treinar mais para conseguir ganhar o ouro no ano que vem”, disse. Lucas participou nesta tarde do Projeto de Detecção de Talentos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para os Jogos Panamericanos Juvenil 2013 em Buenos Aires.

As disputas das Paralimpíadas Escolares se encerram nesta sexta-feira (19). Os cearenses participam em quatro modalidades: atletismo, tênis de mesa, natação e tênis de campo, que são realizadas no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães no Ibirapuera; no Parque Anhembi; e na Escola de Educação Física da Polícia Militar, respectivamente.

Paralimpíadas Escolares

Considerada a maior competição mundial para atletas com deficiência em fase estudantil, as Paralimpíadas Escolares, organizadas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), promovem a inclusão social, a saúde, além de ser um grande celeiro de atletas que encontram no esporte uma forma de exercer sua cidadania. Os participantes são alunos com deficiência física, visual ou intelectual, com faixa etária entre 12 e 19 anos, matriculados em escolas do ensino fundamental, médio ou especial.

FONTE: Sesporte

terça-feira, outubro 16

PARALIMPÍADAS ESCOLARES 2012

Começa hoje (17) a maior competição escolar para jovens com deficiência


Victor Soares, 17, deficiente visual - atleta cearense
São Paulo recebe nesta semana a maior competição do planeta para atletas com deficiência em fase estudantil. As Paralimpíadas Escolares devem reunir mais de 1.200 competidores de 24 estados e Distrito Federal, entre os dias 17 e 19 de outubro. Nesta terça-feira, 16, acontece a cerimônia de abertura, 19h, no Auditório Celso Furtado, no Anhembi, com a presença de autoridades do Governo Federal, além do Governo do Estado de São Paulo como o governador, Geraldo Alckmin, e a secretária da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella.

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, o desempenho do Brasil nas Paralimpíadas de Londres será inspirador para os competidores.


“Tivemos nosso melhor resultado na história dos Jogos Paralímpicos (sétimo lugar no quadro geral de medalhas) e tenho certeza de que nossos jovens atletas estarão ainda mais motivados. Preparamos uma grande festa do esporte”, afirmou.

Animada pela Banda América, formada por músicos com deficiência visual, a festa terá como mestre de cerimônias a cantora e apresentadora de TV Kelly Key e será encerrada pelo show do grupo Fresno.

A competição que começou como Jogos Escolares tornou-se Paralimpíada a partir de 2009 e tem crescido a cada edição. O número de inscritos neste ano supera o recorde de 958 de participantes em 2011. A maior delegação é a de São Paulo com 197 integrantes, sendo 135 atletas, e a menor do Mato Grosso com apenas dois atletas num grupo de seis pessoas. Apenas os estados de Roraima e Tocantins não terão representantes este ano.

Conhecido por revelar novos talentos, o evento já teve a participação de atletas que hoje representam o Brasil em grandes disputas, como em Jogos Paralímpicos. É o caso de Alan Fonteles (ouro no Atletismo), Bruna Alexandre (Tênis de Mesa), Thierb Siqueira (Atletismo), Viviane Soares (Atletismo), Jhulia Karol (bronze no Atletismo), Ítalo Pereira (Natação), Natália Mayara (primeira brasileira no Tênis em Cadeira de Rodas numa Paralimpíada) entre outros.

Além do CPB, participam da organização das Paralimpíadas Escolares o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Secretaria Municipal dos Transportes, Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Cultura.

Desfile das Delegações

Cada Delegação terá como porta-bandeira um atleta que disputou os Jogos Paralímpicos de Londres e do bicampeão mundial de canoagem, Fernando Fernandes. Serão eles:

Acre (56 atletas) – Thierb Siqueira (Atletismo)
 Alagoas (28 atletas) – Yohansson do Nascimento (Atletismo)
 Amapá (26 atletas) – Antônio Tenório (Judô)
 Amazonas (16 atletas) – Bruno Neves (Vela)
 Bahia (sete atletas) – Carlos Farrenberg (Natação)
 Ceará (33 atletas) – Carlos Antônio dos Santos (atleta-guia)
 Distrito Federal (77 atletas) – Shirlene Coelho (Atletismo)
 Espírito Santo (42 atletas) – Daniel Mendes (Atletismo)
 Goiás (44 atletas) – Renato Leite (Vôlei Sentado)
 Maranhão (22 atletas) – Cláudia Cícero dos Santos (Remo)
 Mato Grosso (dois atletas) – Daniele Bernardes (Judô)
 Mato Grosso do Sul (72 atletas) – Dirceu Pinto (Bocha)
 Minas Gerais (97 atletas) – Terezinha Guilhermina (Atletismo)
 Pará (80 atletas) – Alan Fonteles (Atletismo)
 Paraíba (29 atletas) – Elaine Cunha (Vela)
 Paraná (63 atletas) – Eliseu dos Santos (Bocha)
 Pernambuco (21 atletas) – Fernando Fernandes (Canoagem)
 Piauí (oito atletas) – Guilherme Santana (atleta-guia)
 Rio de Janeiro (121 atletas) – Andre Brasil (Natação)
 Rio Grande do Norte (23 atletas) – Leonardo Lopes (atleta-guia)
 Rondônia (31 atletas) – Samuel Nascimento (atleta-guia)
 Rio Grande do Sul (39 atletas) – Lúcia Teixeira (Judô)
 Santa Catarina (104 atletas) – Bruna Alexandre (Tênis de Mesa)
 Sergipe (24 atletas) – Soelito Gohr (Ciclismo)
 São Paulo (135 atletas) – Daniel Dias (Natação)

domingo, setembro 16

IV Meeting Cearense de Natação Paralímpica: inscrições abertas

O Meeting Cearense de Natação Paralímpica chega a sua quarta edição em 2012. Ação conjunta entre FCDA - Federação Cearense de Desportos Aquáticos, ACEA - Associação Cearense do Esporte Adaptado com apoio do Círculo Militar de Fortaleza, Náutico Atlético Cearense e Secretaria de Esporte de Fortaleza. 

Desde 2009 a Federação Cearense de Desportos Aquáticos (FCDA), de forma pioneira, promove eventos de Natação Paralímpica, com o objetivo de fomentar esse Esporte Paralimpico no Ceará e no Brasil.

Começamos em 2009 com um pequeno evento para pouco mais de 20 atletas. Em 2011 alcançamos a marca de 90 participantes, sendo dois clubes de fora do estado. Para 2012 temos como meta ultrapassar os 100 participantes!


Regulamento disponível para download Clique aqui
Ficha de inscrição

Mais informações
Guillermo Sanchis - guisanchis@hotmail.com

segunda-feira, setembro 10

MISSÃO CUMPRIDA!


BRASIL SAI DE LONDRES COM SÉTIMO LUGAR E MISSÃO CUMPRIDA

Brasil sai de Londres com sentimento de missão cumprida A Delegação Paralímpica Brasileira tem razões de sobra para comemorar seu desempenho nos Jogos de Londres. Além do total de 43 medalhas (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes), o recorde de medalhas douradas brasileiras em Jogos Paralímpicos garantiu ao país o sétimo lugar no quadro geral, uma posição histórica e que atingiu a meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

“Nosso desempenho foi espetacular, ainda mais se levarmos em conta que os outros países também registraram um salto qualitativo no último ciclo”, afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons.

E este salto foi nitidamente expressado na distribuição das medalhas paralímpicas. Em Pequim, há quatro anos, a concentração de pódios nas mãos das principais potências esportivas foi bem menor que em Londres. A Ucrânia, por exemplo, obteve a quarta colocação com 24 ouros, um total que só valeria a sétima posição em Londres.

“Nós nunca fizemos nosso planejamento com base no entusiasmo, mas sim com um trabalho técnico de muita análise das informações disponível. Sabíamos que a meta era ousada, mas factível, mesmo sabendo que os países com quem disputamos têm mais recursos financeiros e uma melhor estrutura”, completou o presidente.

Apesar de o Brasil ter conquistado quatro medalhas a menos que em Pequim e subido ao pódio em sete modalidades, contra dez em 2008, Parsons ressaltou que o aumento no número de ouros era a prioridade. Ele apontou também para as medalhas inéditas conquistadas na Esgrima em Cadeira de Rodas (ouro) e Goalball (prata) e para fatores como a exclusão de provas do programa da natação e lesões como a de Johansson Nascimento nos 100m do atletismo, que tirou do Brasil um pódio praticamente certo.

“Em esportes como o ciclismo e o remo, estivemos muito perto do pódio. Se dois décimos de segundo vão decidir o que é fracasso ou vitória, há algo de errado com essa medida”, afirmou o presidente.

“Estamos felizes com algumas conquistas inéditas e frutos de muito planejamento, trabalho e investimento do CPB: como a evolução do goalball, do vôlei e da esgrima, a consolidação da bocha, o aumento de atletas campeões no atletismo, entre outros. Temos atletas promissores em modalidades que não subiram ao pódio, como remo, tênis de mesa e tênis em cadeira de rodas. O trabalho para 2016 já começou”, acrescentou .

Parsons lembrou que o sucesso aumenta a responsabilidade do Brasil para as Paralimpíadas do Rio. A meta anunciada em 2009 era a de brigar pelo quinto lugar, o que em tese exigiria do Brasil, com base nos resultados de Londres, pelo menos 32 ouros em 2016.

“Faremos uma análise detalhada dos resultados, mas isso não significa dizer que voltarmos atrás da meta ou algo parecido. O melhor teste que temos de nosso planejamento é a Paralimpíada e temos de levar em conta a realidade esportiva. Poderemos concluir que dá para brigar pelo quarto lugar, por exemplo. Somos um dos países que mais cresceram em termos de desempenho paralímpico, mas precisamos agora estar cientes de que vamos brigar apenas como os grandes”, afirmou Andrew Parsons.

O presidente do CPB disse esperar que o resultado em Londres e a chegada das Paralimpíadas à América do Sul sejam um catalisador para investimentos no esporte, sobretudo por parte da iniciativa privada.

“Lamento que a iniciativa privada ainda não veja o esporte paralímpico como uma oportunidade de investimento, comunicação com o público e de associação com a imagem de um Brasil que vence e se supera”.

Parsons, no entanto, fez questão de agradecer ao apoio recebido no último ciclo paralímpico, incluindo o de órgãos públicos no plano federal, estadual e municipal.

“Não conseguimos nada sozinhos, trabalhos em conjunto e em harmonia com órgãos públicos, confederações, clubes e atletas. É tudo feito com várias mãos”.

O CPB já identificou as prioridades na preparação para o próximo ciclo paralímpico. Segundo o presidente, áreas como a renovação na natação e um aumento de investimento em modalidades como ciclismo e halterofilismo estão no topo de uma lista que também inclui o maior intercâmbio com outras nações. Um exemplo é o início de negociações com o Comitê Paralímpico Chinês para uma parceria de trocas de experiências.

“Estamos nos mexendo e acredito que demos um exemplo de planejamento e gestão esportiva. Queremos que o Brasil tenha o esporte paralímpico como parte de sua cultura. O desempenho de elite é apenas um lado de nosso trabalho mas é importantíssimo para essa missão”, finalizou.