quarta-feira, novembro 9

Atletas já ocupam a Vila do Parapan de Guadalajara, no México

A bandeira do México, país sede dos Jogos Parapan-americanos 2011, foi hasteada nesta segunda-feira, 7 de novembro, como marco inicial da abertura da Vila Parapan-Americana.

Cerca de 1.500 atletas de 23 países participam dos Jogos de Guadalajara, México. Com 13 modalidades, o evento é um dos últimos grandes anteriores às Paraolimpíadas de Londres 2012.
Na Abertura da Vila estavam presentes Imelda Guzman de Leon, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Parapan-americanos, Nick Van Der Kaaij, o prefeito da Vila, Andew Parsons, presidente do CPB, Edilson Rocha Tubiba, diretor técnico e Chefe de Missão do Brasil no Parapan, o Diretor Executivo do Comitê Paraolímpico Internacional, Xavier Gonzalez, e Eduardo Obregón, Chefe de missão da equipe mexicana.

"Estes Jogos foram planejados por mais de quatro anos e são extremamente importantes para o México e para o seu povo", disse Obregón. "

"Os atletas vão dar o máximo, pensando em medalha e nos Jogos Paraolímpicos de Londres", afirmou Gonzalez. "Por isso, haverá uma boa representação de alguns países fortes, bem como de outros em desenvolvimento paradesportivo como Venezuela, Colômbia, Argentina e Cuba. Além de possíveis ganhadores de medalhas nos Jogos de Londres, estamos antecipando a chegada de uma nova geração de atletas que certamente irá competir no Rio 2016 ".

Gonzalez  apontou, ainda,  Brasil, México, EUA e Canadá como os favoritos ao topo do quadro de medalhas.

Com 9,7 hectares de terra e localizado no município de Zapopan, na parte ocidental de Guadalajara, a Vila Parapan-americana fica próxima ao Estádio Omnilife icónica, casa do Chivas Football Club.

Os Jogos Parapan-americanos 2011 ocorrerão de 12 a 20 novembro. A Cerimônia de Abertura será neste sábado, no Telmex, estádio onde ocorrerão as provas de atletismo.

Modalidades no Parapan: Atletismo, Basquete em cadeira de rodas, Boccia,  Ciclismo, Futebol 5, Goalball, Judô, Halterofilismo, Natação, Ténis de Mesa, Ténis de Cadeira de Rodas, Tiro com Arco e Voleibol Sentado.

Fonte: IPC

domingo, novembro 6

Cearense vai representar o Ceará e o Brasil nos Jogos Parapan-Americano

Beto(vice-pres.Acea), Claudinha,
Henrique (pres.Acea) e Guillermo
Neste domingo (06), o para-atleta Carlos Alberto Maciel, o Beto, viaja rumo a maior competição das Américas - os jogos Parapan-Americano. Natural de Morada Nova, ele é o único cearense convocado para integrar a equipe brasileira de para-natação. Representando o Ceará na piscina do complexo aquático do Parapan 2011, o esportista participará de quatro provas: 100m borboleta; 100m costas; 100m peito e 200m medley.

Serão 223 atletas representando os mais de 190 milhões de brasileiros, nas 13 modalidades à serem disputadas, são elas: atletismo; basquete em cadeira de rodas, ciclismo, futebol de 5, goalball, judô, halterofilismo; Natação; tênis de mesa; tênis em cadeira de rodas; tiro com arco e vôlei sentado. Os jogos acontecem entre os dias 12 e 20 de novembro em Guadalajara, no México.

De Morada Nova para o Mundo...

No interior de Morada Nova, no rio Banabuiú, ele começou a dar as primeiras braçadas. Carlos Alberto Maciel, mais conhecido como Beto ou Betão, jamais imaginava que daquele nado de lagoa poderia sair um grande atleta.

Aos 12 anos, perdeu seu braço direito numa máquina de bater arroz. Mas, esse fato não o impediu de seguir sua vida feliz e, principalmente, de fazer o que mais gostava: praticar esportes. Começou no atletismo, foi para o paratriatlon, enfim, um verdadeiro amante do desporto.

Sempre muito curioso e aventureiro, em 2008, ele resolveu saber qual era sua classificação na natação, visto que a pessoa com deficiência, para competir em qualquer modalidade, deve passar por um processo chamado classificação funcional, definindo em qual classe poderá competir.

Classificado na categoria S8, ele foi competir pela primeira vez. Conseguiu se destacar, obtendo o seu primeiro recorde brasileiro. “Eu tinha curiosidade em saber qual era minha classe e, em 2008, eu vim me aventurar e, na minha primeira nadada, quase me afoguei, mas fiz meu primeiro recorde brasileiro, nos 100m borboleta”, comentou.

Começava ali uma linda história de superação e muita determinação. Hoje, Beto é um dos grandes nomes da natação paraolímpica cearense. Conseguiu grandes resultados este ano e foi com essa vibrante força, que ele conseguiu a tão sonhada vaga para o Parapanamericano de Guadalajara.O índice foi obtido na primeira etapa do Circuito Loterias Caixa, em São Paulo, quando bateu o recorde das Américas, nos 100m peito. Para ele, a satisfação de poder representar seu país é sua maior conquista. 

De malas prontas, ele seguiu hoje, para São Paulo e amanhã estará embarcando para a realização de seu sonho: está nos Jogos Parapan - Americano. O para-atleta se juntará amanhã com a seleção brasileira de para-natação e segue seu destino, para a vila Parapamericana. 

“É o dia mais feliz da minha vida de para-atleta, pois desde 2008 sempre treinei forte e com determinação com o objetivo de algum dia representar o meu país. Hoje, em 2011, esse sonho se tornou realidade, declarou.

 FONTE:Assessoria de Imprensa da Associação Cearense do Esporte Adaptado (Acea)
Deborah Vieira (85 8786.1649)


Parapan - Americano - Guadalajara 2011

Seleções brasileiras começam a embarcar para o Parapan -Primeiros grupos viajam no domingo, 6, e embarcam no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP)

A oito dias da abertura dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011, os 223 atletas brasileiros já estão com as malas prontas. As Seleções começam a embarcar para o México neste domingo, 6, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). O primeiro grupo será formado por Ciclismo e Tiro com Arco. 

Atletismo, Natação, Bocha e Goalball embarcam na segunda-feira, 7 , e as demais equipes  – Basquete em Cadeira de Rodas, Futebol de Cinco, Halterofilismo, Judô, Tênis de Mesa, Tênis em Cadeira de Rodas e Vôlei Sentado – na terça, 8.

A meta do Brasil é manter a hegemonia conquistada no Parapan Rio 2007, quando ficou em primeiro lugar no quadro geral de medalhas, indo 228 vezes ao pódio (83 ouros, 68 pratas e 77 bronzes).

FONTE: CPB

quarta-feira, novembro 2

Cadeirantes têm uma nova maneira de jogar futebol

O Jornal Nacional apresentou hoje (01) uma reportagem interessante : o futebol elétrico. A reportagem é de Renato Ribeiro.

Os ingredientes: uma quadra, cadeiras de roda e uma bola. Os personagens: pessoas tetraplégicas que se recusaram a ver em uma cadeira algo que aprisionasse.

Esse é o “power soccer”. Em português, seria futebol elétrico. Elétrico porque as cadeiras de rodas usam baterias iguais às baterias de carro. São usadas barras de ferro que servem tanto de proteção quanto como contato com a bola, como se fossem as chuteiras.

“É a mesma emoção de quando eu jogava bola. Não tem diferença nenhuma. É uma sensação de superação, de liberdade e de conquista”, diz Ricardo Gonzalez, presidente da Associação Brasileira de Futebol Elétrico.

Ricardo é um dos pioneiros da modalidade no Brasil, que começou em 2009. Ficou tetraplégico depois de um acidente de carro. O objetivo dele é transformar a nova modalidade em esporte de exibição nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.

As regras são simples. Dois times, com quatro de cada lado, incluindo goleiro. A bola é do tamanho da autoestima desses atletas, bem maior do que o normal. O gol fica entre dois cones. E o jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos. O mais legal: é unissex e sem limite de idade.

Por isso, famílias começaram a procurar esse time, no Rio, em busca de uma atividade para os filhos. “Hoje ele é um menino muito feliz. O comportamento dele até mudou”, conta José Carlos Borges, pai de Bernardo.

“É legal a integração com pessoas que têm o mesmo problema que eu”, diz o praticante Bernardo Borges.

Eles levam a sério. Os gols normalmente saem de bolas divididas. Os pais viram mecânicos. A cadeira chega a 10 km/h, controlada por um joystick. Alguns têm que prender a mão no controle com uma fita.

Em um clube, na Zona Oeste do Rio, famílias se reúnem todos os sábados para torcer e sorrir. Tudo é adaptado aos atletas, como os banheiros e a rampa na entrada do ginásio. São pessoas que, normalmente, são capazes de fazer poucos movimentos. “Não consigo apertar algumas coisas e não escovo os dentes sozinho”, diz Ricardo Gonzalez.

Os movimentos se transformam na quadra. “É um futebol de cadeirantes, mas eu me sinto como se fosse um jogador de verdade”, conta Lucas, de 9 anos.

“Power soccer”: um novo esporte capaz de mostrar, de novo, o poder do futebol.

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